12 de mar. de 2008
10 de jun. de 2007
Fragmentos II
Tanto mais eu te contemplotanto mais eu me absorvo e me extasio
Como te explicar o que em teu corpo eu sinto
o que em teus olhos vejo
quando nu nos meus braços
no meus olhos nu de novo eu te procuro
e no teu corpo vou-me achar?
Como te explicar
o que em teus olhos vejo
quando nu nos meus braços
no meus olhos nu de novo eu te procuro
e no teu corpo vou-me achar?
Como te explicar
se em teu corpo eu me eternizo
e de onde e como sendo eu pequena e frágil
pelo amor me dualizo?
Tanto mais eu te possuo
tanto mais te tornas belo
tanto mais me torno pura
tanto mais te tornas belo
tanto mais me torno pura
E à força de tanto contemplar-te
e de querer-te tanto
já pressinto que em mim mesma
já pressinto que em mim mesma
eu não me tenho
mas de meu ser ora vazio
pouco a pouco fui mudando
para o teu ser de graça cheia
pouco a pouco fui mudando
para o teu ser de graça cheia
A.SantAnna
9 de jun. de 2007
Eu sei quando te amo
Eu sei quando te amo ...É quando com teu corpo
eu me confundo não apenas
nesta mistura de massa e forma
mas quando na tua alma
eu me introduzo e sinto
que meu sangue corre em ti
e tudo que é teu corpo
não é senão um corpo meu
que se alongou de mim
Eu sei quando te amo ...
É quando eu te apalpo e não te sinto
e sinto a mim mesma.
Então me abraço a mim que amo
e sou dois em mim mesma
com corpo teu pulsando em mim
Fragmentos I
Tu sempre foste um e sempre foste meu
ainda quando a cor e a forma tua se fundiam
com outra forma e cor que tu não tinhas
ainda quando a cor e a forma tua se fundiam
com outra forma e cor que tu não tinhas
Por isto é que te falo de umas coisas
que não lembras nem nunca lembrarias
de tais coisas entre mim e ti
ainda quando tu não me sabias
e dividido em outras te mostravas
e assim disperso me ouvias
Tu sempre foste um
ainda quando o corpo teu
com outro corpo a sós se punha
pois o que me tinhas a dar
a outra nunca o deste e nunca o doarias
Por isto é que te sinto com tanta intimidade
e te possuo com tanta singeleza
desde quando recém vindo
ostentavas nos teus olhos grande espanto
de quem não compreendia a antiguidade
desse amor que em mim fluía.
8 de jun. de 2007
Saudade
O sentir sua presença
Mesmo na sua ausência
Mesmo na sua ausência
Seu cheiro que o meu corpo exala
O gosto seu brincando no céu da minha boca
Saudade....
Ando pela casa no sofá nos vejo
Cegam-me seus olhos de desejo
A varanda, nosso jantar
A cozinha e nosso desnudar
Saudade...
Vem!
Vamos ouvir nossa música
Vem!
Mata a saudade
Me traz você!
M. Almodóvar
in Fusão
Como um raio de sol que atravessa uma densa nuvem,
voce aparece e sinto-te no ar ...
Corpo e vento... Luz, luar....
Corpo e vento... Luz, luar....
Estranhamente voce preenche o espaço, domina o ambiente!
És único no meu tempo,
no meu espaço e na minha mente.
És único no meu tempo,
no meu espaço e na minha mente.
Chamava por você no silêncio,
Buscava por você na distância,
e agora a sua presença entra pela minha retina
e conforta o meu coração
já calmo na sua companhia..
Uma alegria toma conta de mim...
Uma euforia se manifesta mas,
mantenho-me estática, atenta aos seus movimentos.
E espero que procures por mim,
E espero que procures por mim,
apesar do enorme desejo de correr para o seu abraço.
E mesmo que não me chame
sinto-me acarinhada e cuidada.
sinto-me acarinhada e cuidada.
Já não estou só, já não estás só
Estamos juntos
Estamos juntos
E mesmo no silencio
Sentimo-nos - um no outro -
Sentimo-nos - um no outro -
E na distância,
conseguimos nos tocar através das palavras
E no silêncio, conseguimos sentir,
através do desejo que temos
2 de jun. de 2007
Corpos Unidos
... e me puseste no teu leito com cuidados de amante perfeito...
De desejos minha alma estremece,
O mundo pára, a volúpia cresce...
Cerro os olhos e sinto a tua boca em meu ventre qual borboleta,
Beijando flores em festa louca e a tua destra que meu seio aperta...
Depois, teu corpo ao meu unido, explorando os meandros do meu ser interno,
Busca a fonte do prazer com carinho terno..
Penetra suas águas para ser ungido...
É um impudor na minha idade, um êxtase devasso que me vence,
Gozo de vibrante ansiedade,
Dar-te este corpo que a mim já não pertence...
E nele fazes estranhos arabescos,
Envolves-me em pecados dantescos como serpe em voluptuosa dança,
E cravas tua semente como se fosse lança...
31 de mai. de 2007
O Fogo do Prazer
De tanto esperar em vão e já fatigada,
Dando um tempo para a minha dor, adormeci....,
E ao meu lado, com sorriso largo, sonhei que via,
Teu rosto moreno, teu olhar verde-esmeralda...
Trazias nas másculas mãos o fogo do prazer,
E, enamorada, meu corpo aconcheguei entre elas,
Estopim e fluido que não deixam físicas seqüelas,
Chama fria que queima a alma e me faz viver...
Dando um tempo para a minha dor, adormeci....,
E ao meu lado, com sorriso largo, sonhei que via,
Teu rosto moreno, teu olhar verde-esmeralda...
Trazias nas másculas mãos o fogo do prazer,
E, enamorada, meu corpo aconcheguei entre elas,
Estopim e fluido que não deixam físicas seqüelas,
Chama fria que queima a alma e me faz viver...
Que louco frenesi que me tomba no leito vencida,
Que esvazia meu ser e o deixa em incrível leveza,
Desnuda os segredos, mostra o horror e a beleza,
Labirinto de devassas sensações onde estou perdida!
Neste lúbrico sonho és a fera que as garras lança,
E insensível aos meus gemidos e sensuais clamores,
Rasga minha carne em quentes rubras flores,
E, entre elas, planta a primitiva semente da esperança...
E, deste afã de possuir-me, nunca te cansas,
Exiges meu corpo nu exalando suaves odores,
Espalhas minhas formas no leito e como ramas de lores,
Que esvazia meu ser e o deixa em incrível leveza,
Desnuda os segredos, mostra o horror e a beleza,
Labirinto de devassas sensações onde estou perdida!
Neste lúbrico sonho és a fera que as garras lança,
E insensível aos meus gemidos e sensuais clamores,
Rasga minha carne em quentes rubras flores,
E, entre elas, planta a primitiva semente da esperança...
E, deste afã de possuir-me, nunca te cansas,
Exiges meu corpo nu exalando suaves odores,
Espalhas minhas formas no leito e como ramas de lores,
Com as minhas, tuas longas pernas tranças...
E neste divino momento, dou-te tudo, a nada me oponho,
Deixo meu corpo, solto, flutuando sem gravidade,
Neste espaço onírico onde tudo é felicidade,
Tudo perfeito para que, indefinidamente, dure este sonho...
Deixo meu corpo, solto, flutuando sem gravidade,
Neste espaço onírico onde tudo é felicidade,
Tudo perfeito para que, indefinidamente, dure este sonho...
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