31 de jan. de 2009

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"O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância.

Quem me quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Sou um território mais difícil de invadir, porque levantei muros; insegura de minhas forças disfarço a fragilidade com altas torres e ares imponentes. A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura. Às vezes é preciso recolher-se.”

Lya Luft

(no segundo parágrafo o pronome na primeira pessoa foi audácia minha)



Coisa mais aborrecível essa de não conseguir encontrar neste mundo virtual uma pessoa para um bom papo. Alguém inteligente o suficiente para ser boa companhia por alguns momentos; alguém com algum conhecimento das coisas, da vida, do mundo em que está inserido.

A impressão que tenho é que estão todos ocos, podres por dentro.

Acho que é hora de dar um tempo. Ando cansada de tanto vazio intelectual. Tanta pobreza de sentimentos. Tanta podridão humana.

Sou exigente sim e seletiva cada dia mais... Por isso fico só por aqui.. é o meu jeito, nada posso fazer.

As pessoas amigas com quem convivo e compartilho momentos alegres ou tristes sabem como manter contato. Já aquelas que me fizeram acreditar em um laço que se desfez pelo nó falso, melhor se manterem onde e como estão!
Roses

30 de jan. de 2009

Vale a pena ver de novo

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Do diretor Frank Darabont, com Tim Robbins e Morgan Freeman. Recebeu 7 indicações ao Oscar.
O filme conta a história de Andy Dufresne, um banqueiro que foi injustamente condenado à pena de prisão perpétua pelo homicídio de sua mulher e seu amante, a ser cumprida na penitenciária de Shawshank, em 1947. Calado e misterioso, Andy atrai a atenção de muitos presos, inclusive de Ellis Boyd Redding, conhecido como Red, que se torna seu amigo com o passar do tempo. Porém, por possuir grandes conhecimentos financeiros, Andy acaba sendo vítima de mais injustiças, onde os guardas o exploravam para conseguir dinheiro fácil. Apesar das chances serem quase nulas, ele tenta não desistir de lutar por sua liberdade.
O que mais chama a atenção nesta produção é o roteiro, que foi muito bem elaborado e trabalhado, enfatizando em vários momentos a dura realidade de quem está atrás das grades e como esta pessoa consegue conviver sabendo que não tem chances de sair de lá algum dia. Não deixando de apresentar todas as situações que podem acontecer em uma prisão, desde uma pequena briga ou discussão até a corrupção existente entre os funcionários e administradores, a força do filme está também na sua diversidade: uma prisão como a apresentada no filme pode tornar-se um mundo totalmente à parte do nosso mundo, e os valores lá dentro podem ser totalmente diferentes dos nossos valores, como cidadãos livres.
Quanto aos personagens, seus diálogos são muito bem elaborados e conseguem transmitir de forma clara e forte o drama sofrido pelos presidiários. Andy demonstra em suas falas que, por mais difícil que possa ser sua vida, ele continua acreditando que exista uma luz no fim do túnel. Já Red assume mais o papel do homem que está ali para consolar e mostrar como as coisas são. Ele é mais realista e conformado com o seu destino, mas no fim acaba se iludindo com Andy e tem a esperança de que também pode sair dali algum dia. Ambos formam uma dupla de forte amizade pela qual vale a pena torcer.
Tecnicamente, Um Sonho de Liberdade possui uma trilha sonora muito boa e muito bem aplicada, além de uma fotografia muitíssimo bem trabalhada, conseguindo esse feito mesmo que aproximadamente 80% do filme se passe dentro da prisão. É uma super-produção com qualidades artísticas que excedem os bons filmes da atualidade, mesmo muitos que consideram-se “arte”. Isso é raro!
Ao final, vemos que podemos prender uma pessoa, seu corpo, mas não conseguimos manter presos sua mente e seu espírito e nem retirar suas esperanças quando a mesma acredita fielmente que vai conseguir o que deseja e luta corajosamente para isso acontecer.


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Jeremy Irons (vencedor do Oscar® de Melhor Ator por O Reverso da Fortuna) e a bela Juliette Binoche (vencedora do Oscar® de Melhor Atriz Coadjuvante por O Paciente Inglês) são os astros desta história com momentos de muita sensualidade e suspense
Dr. Stephen Fleming é um dos líderes conservadores do Parlamento britânico, um homem com reputação intocável. Na vida privada, bem casado com Ingrid e pai de um casal de filhos, seu comportamento é igualmente exemplar.
Durante uma recepção, uma jovem aproxima-se dele afirmando ser Anna Barton e que está há meses saindo com seu filho Martyn, razão pela qual resolveu se apresentar. Na manhã seguinte, Martyn a leva à sua casa. Na hora das apresentações, tanto Stephen quanto Anna se comportam como se ainda não se conhecessem. À tarde, ao chegar ao seu gabinete de trabalho, Stephen recebe um telefonema de Anna e, uma hora depois, os dois têm uma relação sexual no assoalho da casa dela.
Ao conseguir um novo emprego, Martyn reúne toda a família num restaurante para comemorarem a boa notícia. Anna acha-se presente, ocasião em que conta que seu pai era diplomata e que, por isso, ela viveu em diversos países. Quando todos saem, Ingrid comenta com Stephen que não acha Anna uma pessoa confiável, razão pela qual espera que o caso com o filho não seja nada sério.
Depois de procurá-la, mais uma vez, ele a convida para viajarem juntos à Bruxelas, onde ele vai participar de uma conferência. Ela agradece e lhe diz que prefere passar o fim-de-semana com Martyn. Já em casa, através da mulher, Stephen toma conhecimento que o filho e Anna vão passar o fim-de-semana no Hotel Lutetia de Paris.
Em Bruxelas, depois de entrar pela madrugada, a conferência é suspensa por 12 horas para que os participantes possam descansar um pouco. Stephen, entretanto, pega um trem e amanhece em Paris. De um telefone público, pede à Anna que deixe Martyn dormindo e que vá se encontrar com ele numa esquina próxima ao Hotel Lutetia, onde ele a aguarda. Pouco depois, os dois se amam em plena rua.
De volta à Londres, ele marca um encontro num parque público, onde a informa que pretende se separar de Ingrid. Anna então lhe diz que, agindo assim, além de destruir sua vida com Ingrid, vai ter que suportar o ódio que tomará conta de Martyn.
Quando do aniversário de Ingrid, todos viajam para a mansão do seu pai, onde passam o final da semana. Na ocasião, Martyn pede a mão de Anna em casamento e esta aceita. À noite, ainda na mansão, Stephen vai até o quarto onde Anna se encontra.
Num almoço em que a mãe dela se acha presente, esta nota que há algo entre a filha e Stephen. Na primeira oportunidade, ela o procura para pedir-lhe que não prejudique essa chance que a filha está tendo para ser feliz. Mais tarde, de um telefone público, Stephen diz à Anna que é melhor que eles se separem para o bem dela e de Martyn.
Em seu escritório, ele recebe um pequeno pacote contendo um endereço e uma chave. Ele decide ir até lá. Martyn, por sua vez, telefona para o trabalho de Anna, sendo informado que ela saiu mais cedo e que não vai mais retornar naquele dia. Assim, no apartamento onde Martyn e Anna vão morar após o casamento, Stephen e Anna se encontram e vão logo para a cama. Logo depois, Martyn chega e os encontra em pleno ato sexual. Sem reação, recua de costas e termina caindo no térreo do edifício, morrendo na hora.
Para proteger sua família e seus colegas de trabalho, Stephen pede demissão. Sua relação com Ingrid torna-se insustentável e, no final, todos terminam separados.
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29 de jan. de 2009

Duas de mim...

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Existem duas de mim
A Louca e a Santa
Uma de nós vai dormir

a outra levanta
Uma se olha no espelho
Se cuida, se arruma, se apronta
Sem saber que ela

é o avesso de outra mulher
Uma é água cristalina,

outra é noite de verão
Uma é só uma menina

que não sabe dizer "não"
Uma é anjo bom, outra cortesã
Uma é fim de noite,

outra é a luz da manhã
Uma vai p’ro céu,

outra não sei não
Uma ajoelha no altar,

outra pede perdão

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Sandra de Sá
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28 de jan. de 2009

Gosto quando me falas de ti...

- Gosto quando me falas de ti...
e vou te percorrendo, e vou descortinando a tua vida
na paisagem sem nuvens, cenário de meus desejos tranqüilos

Gosto quando me falas de ti...
e então percebo que antes mesmo de chegar, me adivinhavas,
que ninguém te tocou, senão o vento que não deixa vestígios,e se vai desfeito em carícias vãs...

Gosto quando me falas de ti...
quando aos poucos a luz vasculha todos os cantos de sombra,
e eu só te encontro e te reencontro em teus lábios,
apenas pintados, maduros,
mas nunca mordidos antes da minha audácia.

Gosto quando me falas de ti...
e muito mais adianta sem teus olhos descampados,
sem emboscadas
e acenas a tua alma, sem dobras, como um lençol distendido,
e descortino o teu destino, como um caminho certo,
cuja primeira curva foi o nosso encontro.

Gosto quando me falas de ti...
porque percebo que te desnudas como uma criança,
sem maldade,
e que eu cheguei justamente para acordar tua vida
que se desenrola inútil como um novelo
que nos cai no chão...

JG de Araujo Jorge
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Desobediência

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Prometo ser desobediente e contestar todas as regras
que não entenda, que não apreenda, que não me expliquem
e que interfiram com a minha liberdade.
Prometo ser inconformada
Se "ser conforme" for assumir formas que não a minha,
e conformada for aceitar a imposição
e aborrecimento duma rotina,
Prometo ser mal-educada e mandar à merda quem me disser:
"Sê conformada, tem paciência. A vida é isto, a vida é assim".
Prometo ser inconveniente se a conveniência não me servir
e conveniência for conivência, aceitação, anulação e conformismo.
Ninguém nasce de trela e mordaça
Portanto, eu "prometo ser eu"
Desobediente, inconveniente, inconformada, mal-educada
E mandar à merda vida e regras
Quando e se me apetecer.
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a.d

27 de jan. de 2009

Mais que Beijo

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Quando tenho em minhas mãos tua cabeça
e te sinto frágil, trêmula, vencida,
os olhos vidrados, num profundo langor...
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Quando esqueço minha boca em tua boca,
em longos, longos momentos de ternura louca,
a fundir meu desejo ao teu desejo
no mesmo estranho calor,
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Tenho a impressão que o beijo é mais que beijo,
tenho a impressão de que aos poucos
nestes momentos loucos
te alimento de amor!
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JG de Araujo Jorge
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Mãos, toques, desejos

Aquelas mãos
em toques eternos
em alguns minutos
apenas horas
se tornaram
eternos movimentos
das pontas dos dedos

Procuravam retorno desejado
presente na pele...
Cúmplices, entrelaçados

Numa imagem sem nome,
sem entendimento
sem cobranças
Somente sentimento e desejo

Adorada química
Dos lábios fortes em toques essenciais
Que nem o melhor de todos que já tive
Poderia imaginar...
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Líria Bordinhão Dahlke
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26 de jan. de 2009

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Hoje vou ausentar-me de mim para nao te encontrar!
Quero silêncio...
Quero paz...
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Roses

25 de jan. de 2009

Me gustas cuando callas

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Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
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Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
Déjame que me calle con el silencio tuyo.
.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.
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Pablo Neruda