
3 de nov. de 2006
Teu corpo seja brasa
2 de nov. de 2006
Engolir-te
Hoje te desejo...
E não falo da tua presença,
falo do teu corpo.
Desejo engolir-te,
beber-te,
deixar arranhar-me,
ferir-me com rispidez,
com força ,
com paixão,
com tesão.
Hoje desejo a tua boca,
teus dentes em mim,
mordiscando meus mamilos...
Tua lingua passeando,
lambendo,
e descedo pelo vale
em direção ao abismo
deseja engolir-te.
14 de out. de 2006
Teu corpo solto
Tuas curvas, tortuosas, delirantes
São varridas pelo tecido que te envolve a pele
Que desliza em cantiga
Acalanto tua carne desnuda, túrgida, alva,
trêmula, palpitar de fruta fresca
Teus olhos iluminam o quarto
Tua boca tece o silêncio
Teus ouvidos segredam notas
Teus seios macios, salientes, calientes, doces
Que minhas mãos envolvem a descobrirem os róseos medalhões
Que tocam o céu
O céu de minha boca faminta, sedenta
Tuas pernas, colunas, arco de flores, roliças,
se abrem feito portais de mistérios intemporais, leutos, descerram
Imbecilizado vislumbro tua corbelha de flores
Flor de lótus, pérola oculta
Tua Rosa que desabroch, tua flor que aflora
Beijo teus vermelhos lábios longamente
Vasculho essa mística boca entre doces pétalas
Dela extraio o néctar, polinizo assim minha garganta
Mas o desejo de cobri-la, de conquistá-la feito guerreiro
Só e derradeiro...
Numa fusão de corpos, de suor, de carne, de calor
Meu velo de couro devagar invade tua rubra taça
Tange, dilacera, deflora tua flor que aflora
possui tuas entranhas latente
pulsa, impulsa entre sussurros desconexos
E imagens a fins
Derramo o leite dos Deuses
E transbordo teu cálice de Amor.
Lui Bucallon
Beijo
-
Beijo partido de vidro incandescente.
De cores escorridas
e pincéis sujos.
Beijo de papel branco
No canto jogado.
Beijo cheio de ausências,
de cortes e dores,
De braços cansados.
Beijo de caminho sem volta,
de quarto vazio.
Beijo sem boca,
Sem corpo, sem custo.
Beijo no claro
e vazio da minha alma
Que se solta... calma.
Silvia Brito
11 de out. de 2006
Soneto da Separação

O Caminho das Nuvens
-
Senti na pele os dedos teus colando em mim um surfe estranho a voltejarem minhas ondas, olhando enfim para as paisagens tão redondas, ouvindo o som do que de longe já conheces.
E tomas posse do terreno demarcado que amanhece todo dia em cama fria.Porém que túmido servil e orvalhado sabe mostrar das noites frias resultado, Terreno morno que se tranca a esperar que possas vir, [de alguma nuvem despencar] , Para sorver na noite a fonte do esplendor, e colhermos juntos tão sentido e doce amor!
Eliana Mora
Enquanto você dormia.....
enquanto eu dormia: ” Já disse hoje que te amo?”:
Esse é meu lado Amor!!
Lady Foppa
6 de out. de 2006
Entranhas
Esperma aos farelos.
A lua bóia na taça de sangue.
Entre os sopros selvagens, tórridos toques
(sinceros como um cadáver).
Com os dedos enfiados no vento, quero lamber a liberdade.
Já esfacelei minhas lágrimas...
Enquanto o sol baba sobre mim,
vou varrendo minha sombra com restos de beijos...
A esperança dormiu.
Entre os subúrbios de mim: a dor.
Bolhas de areia,
cacos de suor...
Há bolor nas estrelas.
Eis-me pecado!
Eis-me boca!
Pouca coisa: alfinetes incendiados.
O amor vai pingando sobre o telhado,
A vida é um estupro: nasci para morrer.
Renascer das cinzas, das sobras,das teias...
Vou lutar até o orgasmo.
A noite arrotou.
Assim seja, assim sangre...
Entre a poeira de mim: o prazer.
Caroço de paixão.
Vou morrer...
Vou morrer...
Mas é só para te humilhar.
Vem...
Degola meu cheiro.
Não sou mulher,
sou distanásia.
Agostina Akemi







