Antes que o dia amanheça
e tu te vás para sempre, abraça-me, me aperta
deixa-me que mergulhe em teus braços
e sinta você.
Se te fores sem mim ficará em meu corpo
teu cheiro, o calor sentido do abraço,
a felicidade que te amei e ainda continuo a te amar. Abraça-me, não me digas nada
basta que me abrace
como nos abraçamos aquela primeira vez.
Abraça-me antes que a noite se vá
e leve você para longe de mim.
Abraça-me, não digas nada
apenas abraça-me e me tomas para ti,
assim irás me amar cada dia mais,
não saberás mais viver sem mim.
Abraça-me, basta que me olhes
e abraça-me forte
pois sei que irás me deixar
assim que o dia chegar.
Abraça-me, deixa teu abraço gravado,
marcado entre meus braços,
assim bem rápido virás
novamente me tomar em teus braços.
Abraça-me,
apenas abraça-me ...
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Cecilia Meireles
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15 de set. de 2006
Abraça-me
12 de set. de 2006
Atitude
Entrou...
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despediu-se dela com um beijo na boca.
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10 de set. de 2006
Consequencias
É por não te ter que agora sei que te quero,
e quando achava que não te queria
era porque eu não sabia que afinal te tinha.
É por não te ter que as músicas se vestem de ti
e tocam bem dentro de mim,
atirando as nossas lembranças ao ar,
fazendo-me assim respira-las de novo
para me sentir perto de ti,
agora que não estás aqui.
É por não te ter
que as minhas mãos agora transpiram,
chorando assim a falta que a tua pele me faz.
É por não te ter que agora copio para o papel
as dores que tenho escritas nas feridas do peito.
Foi por te ter que aprendi a sofrer desta maneira,
que me arranca a vida a pouco e pouco.
Foi por te ter que me encontrei na pele de um louco.
Foi por te ter que dei tudo por certo,
quando na verdade já nem te tenho por perto.
Foi por te ter que por momentos
consegui ver que havia vida lá fora,
que o sol brilhava e que o dia existia...
É por não te ter que a minha vida morre cá dentro,
o sol não mora mais aqui e os dias não passam por mim.
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9 de set. de 2006
Os Teus Pés
Contemplo os teus pés.
Teus pequenos pés duros,
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram voo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem.
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6 de set. de 2006
Único
"Foste o único na minha vida que decorei cada milímetro do corpo.Cada poro que existe em ti tenho-o memorizado.
Não se pode pedir mais, Amor.
Não há maior prova de amor que te possa dar
Nem maior sofrimento este de te saber ausente.
Lembrar-te como eu lembro o teu ser,
o teu falar, o te andar, o teu sorrir, o teu jeito...
Lembrar do todo que és tu como eu me lembro
De cada sinal, de cada cheiro, de cada pedaço de pele,
de cada olhar, de cada sentir teu ...
Saber-te marcado aqui dentro de mim,
como estás há muitos anos, é gozo, é alegria, é felicidade..
Mas também é sofrimento grande
esta memória viva de ti com a tua ausência.
E os teus silêncios fazem-me sofrer ao ponto de me esquecer de mim".
5 de set. de 2006
Saudade

Pudera eu guardar dos instantes
O cheiro, o travo e a cor ...
Capturar da ternura, a essência do beijo
Reter o sabor e a força com que me enlaças
quando a paixão extravasa
E a cor do amor no olhar quando o corpo cansado entardece.
Ah…
Se dos instantes pudesse guardar encantamento e magia
E viver-te só mais um dia ou um momento que fosse.
Saudade
O sentir sua presença, mesmo na sua ausência
Seu cheiro que o meu corpo exala
O gosto seu brincando no céu da minha boca
Saudade....
Ando pela casa, no sofá nos vejo
Cegam-me os olhos de desejo
A varanda, nosso jantar, a cozinha e nosso desnudar
Saudade...
Vem, vamos ouvir nossa música
Vem!
Mata a saudade
Me traz você!
4 de set. de 2006
Desejo(te)

3 de set. de 2006
Amar com os olhos
O amor tem que ser pra valer.1 de set. de 2006
Vem
Dava-lhe as coxas como quem dá a almaE entre as coxas o amava
E entre as coxas ele a rasgava
E entre as coxas ele ficava
E entre as coxas eram um.
Dava-lhe na boca ar, alento
E na boca o suspirava
E na boca ele a beijava
E na boca sussurravam
Do amorDo querer comum.
Depois…. Vazia
Dava-lhe os olhos como quem se desconhece
Como quem nua dele se não reconhece
Noutros olhos
Noutro corpo que não o dele
E nos olhos dele que se entregavam a certeza
E no corpo dele que a queria o pedido- Vem!
Sê tu outra vez!




